Cães de guarda: as melhores e as piores raças

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Muitos donos procuram um cão de guarda para se sentirem protegidos na sua casa.
Seleccionados ao longo de séculos para guardar território e proteger os donos, os cães de guarda parecem ser a opção ideal para manter os intrusos afastados, mas, na verdade, ainda há muitos conceitos por desmistificar.

Cão de Guarda vs Cão de Alerta

Existem algumas diferenças entre cães de guarda e cães de alerta. Os cães de alerta são animais que na presença de intrusos, ladram, dando sinal ao dono.
A grande maioria destes cães não são contudo capazes de defender o território ou pessoa, uma vez são geralmente pequenos e podem ser facilmente dominados.

Existem algumas diferenças entre cães de guarda e cães de alerta. Os cães de alerta são animais que na presença de intrusos, ladram, dando sinal ao dono. A grande maioria destes cães não são contudo capazes de defender o território ou pessoa, uma vez são geralmente pequenos e podem ser facilmente dominados. Os cães de guarda são cães que pela sua desconfiança em relação a estranhos e pelo seu porte, fazem frente a intrusos, impedindo fisicamente, recorrendo a métodos diferentes, a entrada deste no território que guarda. Existem contudo cães de guarda que são também cães de alarme, por terem um porte significativo e por serem bastante vocais. Em alguns casos, um cão de alarme é suficiente para proteger um apartamento, moradia, quintal ou mesmo um território mais vasto, desde que o intruso não consiga identificar o tipo de cão que ladra. Esta identificação tem de ser visual, pois o tom de voz dos cães não permite uma identificação clara do porte. Ou seja, existem cães pequenos com uma “voz grossa” e cães de porte maior, que possam emitir um som mais agudo.

Cão de Guarda vs Sistema de Alarme

Um cão de guarda só deve ser adquirido se desejar um novo membro na família. Se apenas necessita de proteger o perímetro de determinado local, está melhor servido com um sistema de alarme que a longo prazo se torna mesmo mais económico (não há contas do veterinário, ração, treino, etc.).
Os cães de guarda necessitam de interacção com o dono. Apesar da função dos cães de guarda os tornar diferentes dos cães de companhia, a verdade é que um cão precisa sempre do dono. Ou seja, se o cão tiver acesso a um espaço limitado, este tem de ser passeado. Mesmo os cães de guarda gostam de brincar com o dono e nem mesmo os mais independentes dispensam tempo com a família.
Métodos de guarda Existem várias raças de cães de guarda, cada uma seleccionada com um diferente propósito e, dependendo das raças, os cães agem de forma diferente quando confrontado com intrusos.
Aparência física
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Pode não ser considerado um factor essencial num cão de guarda, mas é efectivamente o primeiro passo na dissuasão de intrusos. Muitos cães de guarda têm contudo uma aparência amigável, com muito pêlo e expressão terna, e fazem valer a sua protecção utilizando outros métodos. Aliado à aparência física surge a percepção social da raça, ou seja, se o cão for reconhecido pelo intruso como um eficaz cão de guarda, mais dissuasiva é a sua aparência. Outro dado curioso é o facto de num estudo conduzido nos Estados Unidos da América, a cor do cão influenciar o grau de intimidação que exerce. Cães pretos ou de cor escura foram considerados mais dissuasores por ladrões.

Ladrar

Apesar do ditado “Cão que ladra não morde”, o primeiro instinto de alguns cães de guarda é efectivamente ladrar. Isto serve para dar o sinal ao resto da matilha, leia-se família, e para avisar o intruso de que está em território onde não é bem-vindo.

Neutralizar

Este método é seguido por algumas raças, como por exemplo o Mastiff, em que o cão salta sobre o intruso, permanecendo sobre ele até que o dono surja, caso o intruso não ofereça resistência. Este passo intermédio é visto com bons olhos por alguns donos que preferem um cão que tome outras medidas antes de morder.

Atacar

Os cães de guarda são assim apelidados porque protegem o seu território até às últimas consequências, ou seja, se for preciso avançam sobre os intrusos até os afugentarem.

Top dos Melhores Cães de Guarda
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Stanley Coren, psicólogo e perito em comportamento canino, elaborou três listas de raças caninas sobre a sua capacidade de guarda e alerta no livro A Inteligência dos Cães.



Top de Cães de Guarda
Lista dos cães mais eficazes como guardas, devido ao seu sentido territorial, agressividade, aparência, força, coragem e resistência no contra-ataque:
•    Bullmastiff
•    Doberman
•    Rottweiler
•    Komondor
•    Puli
•    Schnauzer Gigante
•    Pastor Alemão
•    Rhodesian Ridgeback
•    Kuvasz
•    American Staffordshire Terrier
•    Chow Chow
•    Mastiff
•    Pastor Belga - Malinois; Tervuren

Top de Cães de Alerta
Raças excitáveis que ladram vigorosamente na presença de intrusos ou em situações novas:
•    Rottweiler
•    Pastor Alemão
•    Scottish Terrier
•    West Highland White Terrier
•    Schnauzer Miniatura
•    Yorkshire Terrier
•    Cairn Terrier
•    Chihuahua
•    Airedale Terrier
•    Caniche, excluindo a variedade gigante
•    Boston Terrier
•    Shih Tzu
•    Baixote
•    Silky Terrier
•    Fox Terrier (as duas variedades)

Cães com fraco instinto de guarda ou de alerta
Os cães que geralmente permanecem calmos, ignorando intrusos ou situações novas, e que têm pouca propensão para ladrar:
•    Bloodhound
•    Newfoundland
•    São Bernardo
•    Basset Hound
•    Bulldog
•    Antigo Cão de Pastor Inglês (Bobtail)
•    Clumber Spaniel
•    Irish Wolfhound
•    Scottish Deerhound
•    Pug
•    Husky Siberiano
•    Malamute do Alasca

Cuidados Especiais

Os cães de guarda, pela sua natureza dominante e, em última instância, agressiva para estranhos, mesmo que inofensivos, não são cães para donos inexperientes. Para que sejam cães equilibrados, os cães de guarda devem ser bem socializados e treinados. No caso de não ter experiência com cães e quiser um cão de guarda, recomenda-se vivamente a procura de ajuda junto de treinadores profissionais.

Sociabilização

Os cães de guarda devem desconfiar de estranhos e não os devem receber no seu território. Contudo, existem dois tipos de estranhos: os intrusos e as visitas. As visitas, que tanto pode ser uma pessoa amiga, como um colega de trabalho ou o carteiro, devem ser toleradas pelos cães de guarda, de forma a que este não tenha de ser preso quando tem a casa cheia.
Assim, o cão deve ser socializado com várias pessoas enquanto pequeno, e também animais, para que sempre que o dono autorizar a entrada de estranhos em casa, neste caso, visitas, o cão não as atacar.

Treino

O treino é muito importante nos cães de guarda. Os cães de guarda são por natureza dominantes e é necessário que o dono consiga estabelecer a sua liderança. Deve-se treinar a capacidade de os cães imobilizarem intrusos em vez de os atacarem, o que parecendo que não, é uma protecção para o próprio cão, já que os cães que atacam pessoas, mesmo que dentro do seu território, podem acabar por ser registados como perigosos.

Outro treino específico e até difícil de se conseguir totalmente é treinar um cão a não comer alimentos dados por estranhos. Mas para evitar envenenamentos, é sempre mais fiável instalar um sistema de alarme, que, quando muito, o faz verificar o cão na hora e, em caso de envenenamento, pode agir mais rapidamente.

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